Muito usados na reumatologia, os famosos CORTICOIDES são medicamentos indicados para tratar diversas doenças de origem inflamatória, alérgica, autoimunes, entre outras, tais como: alergias, artrite reumatoide, lúpus, psoríase, problemas dermatológicos e etc.
Sua apresentação se dá em forma de comprimidos, pomadas ou injeções.
Sua produção ocorre a partir do hormônio cortisol, localizado nas glândulas suprarrenais, que possuem uma potente ação anti-inflamatória.
Por ser uma espécie de hormônio sintético, não atua somente onde está o problema, e isso pode, a longo prazo, alterar o funcionamento de todo o organismo, causando algumas reações adversas, como:
– Aumento de peso – seu uso pode levar à redistribuição da gordura corporal, aumento do apetite e retenção de líquidos;
– Ossos mais frágeis – o uso frequente diminui a absorção do cálcio e aumenta sua excreção pela urina, tornando os ossos mais fracos e com mais probabilidade de desenvolver osteoporose e fraturas.
– Problemas oculares – mais chances de desenvolver cataratas e/ou glaucoma.
– Aumento dos níveis de açúcar no sangue e da pressão arterial – chances de diabetes e hipertensão, em pessoas com pré-disposição à essas doenças.
– Má digestão – surgimento de sintomas como azia, refluxo e dor abdominal.
Vale ressaltar que, esses efeitos podem ser temporários, durante o uso do medicamento, ou permanentes. Por isso, são necessários alguns cuidados durante sua utilização.
Veja aqui as 5 principais orientações que passo aos meus pacientes:
1-Respeitar sempre o horário de tomar a medicação, seguindo as recomendações do médico;
2- Foco na hidratação! Aumente o consumo de água;
3- Mantenha a prática regular de atividade física;
4- Tenha uma alimentação equilibrada. Evite o consumo de alimentos industrializados, frituras, açúcar e carboidratos;
5- E por último, mas não menos importante, não inicie ou suspenda o uso do medicamento sem orientação médica.
Cada paciente é único, por isso, é necessário uma avaliação individualizada para determinar quando iniciar o medicamento, seu tempo de uso, dosagem e quando organizar a redução para romper o uso do corticoide.
Dra. Tatiana K. Muller
Reumatologista

