A VITAMINA D possui um papel muito importante na imunidade, contribui para a absorção de cálcio, fortalece ossos e dentes, melhora a saúde cardiovascular, ajuda no controle da glicose e possui propriedades anti-inflamatórias.

O receptor da vitamina D é expresso nas células imunes e essas células imunológicas são todas capazes de sintetizar o metabólito ativo da vitamina D. Sendo assim, a vitamina D tem a capacidade de modular as respostas imunes inatas, que são aquelas que nasceram conosco, e as adaptativas, que são aquelas que formamos ao longo do tempo.

A deficiência de vitamina D está associada ao aumento da autoimunidade e também ao aumento da suscetibilidade às infecções.

Estima-se que cerca de 70% da população brasileira adulta sofra com a falta de vitamina D. Por isso, é importante fazer o acompanhamento médico e manter os exames de sangue em dia, que indicam o nível da vitamina no organismo. Ainda não está bem definido qual o valor ideal da dosagem, no sangue, da vitamina D, mas é consenso, nas pessoas com doenças crônicas, que ela fique acima de 30 ng/mL.

A melhor forma de obter vitamina D é através da exposição solar, de 15 a 20 minutos, diariamente. Mas, sabemos que isso nem sempre isso é possível, portanto, a suplementação pode ser necessária.

Por possuir efeitos anti-inflamatórios, a suplementação tanto pode ajudar a prevenir, quanto impactar positivamente no tratamento de pacientes com doenças reumáticas.

É importante que ela seja consumida dentro das quantidades recomendadas pelo médico, de acordo com a necessidade de cada paciente. Já que doses muito elevadas de vitamina D, por um longo período, também podem levar à hipercalcemia ou hipercalciúria (níveis altos de cálcio no sangue e na urina, respectivamente), o que não é bom para a saúde.

Por isso, minha opinião é de que todos devem fazer exame e avaliar a suplementação, conforme indicação do seu médico.

Dra. Tatiana K. Müller
Reumatologista